O que fazer se os seus arquivos aparecem criptografados com um bilhete de resgate? A primeira coisa é isolar a máquina da rede para interromper a propagação, sem tratar o pagamento como primeira opção. Acertar a sequência nas primeiras horas pode poupar tempo, dinheiro e dados que são de fato recuperáveis.

Passo 1: isole, mas não desligue de imediato

Desconecte o cabo de rede ou desative o Wi-Fi da máquina afetada imediatamente, para que o ransomware não continue criptografando outras máquinas ou servidores na mesma rede. Desligar por completo nem sempre é o primeiro movimento certo: pode interromper uma criptografia pela metade, deixando arquivos parcialmente recuperáveis, e apaga informação em memória que ajuda a identificar por onde o ataque entrou. Isolar da rede, sim. Desligar de imediato, nem sempre.

Passo 2: descubra até onde chegou

Verifique quais outras máquinas ou servidores compartilham a mesma rede e se há backups conectados que também possam ter sido alcançados. Muitos ataques de ransomware procuram especificamente os volumes de backup antes de criptografar o resto, justamente para eliminar a possibilidade de restaurar sem pagar.

Passo 3: ainda não pague o resgate

Antes de considerar o pagamento, verifique se existe um descriptografador público para aquela variante específica e avalie se há backups que não foram comprometidos. Pagar não garante recuperar os arquivos e financia diretamente ataques futuros. É a última opção, não a primeira.

Passo 4: preserve as evidências

Não apague o bilhete de resgate nem os arquivos criptografados. São eles que identificam a variante do ataque e, se o caso exigir, que sustentam um comunicado à seguradora ou às autoridades.

Passo 5: chame especialistas em recuperação pós-ransomware

A partir daqui, um especialista consegue analisar a variante, verificar se há cópias ou snapshots não comprometidos e avaliar de forma realista o que dá para recuperar sem pagar o resgate.

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